
Os números impressionam: 172 novos profissionais formados, quase 70% de empregabilidade e uma taxa de evasão abaixo da média nacional. Mas o verdadeiro impacto do Embarque Digital é o que está por trás de cada indicador da quinta turma formada pelo programa: são as histórias de mudança de rota, conquistas e transformações que atravessam gerações dos, agora, profissionais de Tecnologia.
Matheus Marques, 24, é uma dessas histórias. Filho de mãe solo, ele cresceu contando apenas com a mãe e hoje consegue retribuir. “Mais do que ajudar financeiramente a minha família, eu tô conseguindo servir de exemplo para quem vem depois de mim”, contou. Recém-formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Uninassau, Matheus é o primeiro da família a conquistar um diploma do Ensino Superior. Para ele, a formação representa não apenas uma conquista individual, mas uma mudança de realidade para todos com quem convive.
Quem também vive esse marco é João Guilherme, 20, formado pelo Senac. Primeiro graduado da família, ele resume o significado da conquista: “É muito mais do que um diploma. É orgulho, é mudança de trajetória e abertura de novas possibilidades.”

A família, aliás, é um pilar importante nessas trajetórias. Claudia Beltrão acompanhou de perto a jornada da filha, Geovanna, recém-formada pela Uninassau. “Minha filha sempre foi muito dedicada, mas o Embarque foi fundamental para que ela chegasse até aqui. Ele abriu portas que antes pareciam impossíveis”, afirmou.
Aos 23 anos, Geovanna já coleciona conquistas que antes pareciam distantes: diploma, emprego e a compra do próprio apartamento. “O Embarque me tirou de um lugar onde eu não tinha perspectiva e me trouxe para onde estou hoje. E eu quero muito mais.”
Permitindo sonhar
As histórias individuais ajudam a traduzir o impacto coletivo de uma iniciativa que vem ampliando o acesso ao ensino superior em tecnologia no Recife. Os dados só reforçam esse cenário. A taxa de evasão desta turma ficou na casa dos 30%, cerca de metade da média nacional para cursos de TI, enquanto a empregabilidade alcançou 69,76% dos concluintes, com mais da metade já inserida diretamente na área.

Para muitos estudantes, no entanto, os números contam apenas uma parte da história. Em outro momento da vida, Natan Soares, 25, já precisou interromper a faculdade por falta de condições financeiras. Antes do programa, inclusive, ele trabalhava no comércio e se sentia distante de qualquer perspectiva de crescimento. “Eu não tinha muitos sonhos. Tudo parecia muito difícil de alcançar. O Embarque me deu essa possibilidade. Hoje faço estágio na área de dados e meu mundo mudou completamente.”
A mudança de rota também marcou a trajetória de Gabriela Santana, 21. Antes estudante de Ciências Biológicas, ela encontrou no Embarque uma nova direção profissional. Durante a formação, participou de projetos na Residência Tecnológica e ampliou sua rede de contatos. Hoje atua na área e segue se especializando.
“Foi aqui que tive meu primeiro contato com o mercado de tecnologia e consegui meu primeiro emprego na área. Atualmente faço uma pós-graduação de Engenharia de Software e também estou cursando disciplinas isoladas de pós-graduação no Centro de Informática da UFPE (CIn/UFPE), porque o meu objetivo é ingressar em um mestrado.”
Já Bruno Guilherme descobriu no programa uma nova identidade profissional. Antes no comércio, hoje, aos 31 anos, ele se reconhece como desenvolvedor. “O Embarque representa uma mudança de vida. Eu, vindo da periferia, nunca imaginei estar na área de TI. Passava pelo prédio do Porto Digital e não fazia ideia do que ele significava. Agarrei essa oportunidade, mergulhei de cabeça no programa e isso mudou a minha vida.”
Recomeçar também faz parte
A trajetória de Liliana Barbosa Alencar, 24, reforça que o caminho até a formação nem sempre é linear. Após enfrentar dificuldades e ser desligada de um curso na Universidade Federal de Pernambuco, ela chegou ao Embarque Digital com medo de não conseguir. Mas recuperou a confiança em si mesma já no primeiro código.
“Quando vi o ‘Olá, mundo’ na tela, senti que meu sonho estava novamente ao meu alcance”, comentou. Ao longo do curso, Liliana conquistou estágios, participou de projetos e hoje segue se preparando para novas oportunidades na área de tecnologia. “Me sinto extremamente orgulhosa da minha trajetória”, finalizou.
Histórias que explicam os números
Para muitos dos estudantes, a conclusão do curso superior não representa o ponto final, mas um novo começo. Com autonomia e bem preparados, eles se sentem confiantes para encarar os novos desafios e agarrar as oportunidades, com novas perspectivas de futuro.
É nesse conjunto de trajetórias que os números ganham sentido. Porque, no fim das contas, os 70% de empregabilidade são feitos de pessoas como Matheus, Geovanna, Natan, Gabriela, João, Bruno e Liliana, que encontraram no Embarque Digital não apenas uma formação, mas a possibilidade real de mudar de vida e a realidade de suas famílias.
Sobre o Programa

Criado com o objetivo de ampliar o acesso ao ensino superior em tecnologia, o Embarque Digital combina a graduação com a Residência Tecnológica do Porto Digital, aproximando os estudantes das demandas reais do mercado desde o início da formação.
Ao longo do programa, os participantes têm acesso a experiências práticas, projetos em parceria com empresas e acompanhamento pedagógico, fortalecendo não apenas o desenvolvimento técnico, mas também competências comportamentais essenciais para o mercado de trabalho.

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