Movimento é voltado a palestras e ações de conexão para o mercado de tecnologia, direcionado exclusivamente a pessoas que se reconhecem como mulheres

O Tech Woman, movimento voltado a palestras e ações de conexão para o mercado de tecnologia, direcionado exclusivamente a pessoas que se reconhecem como mulheres, anunciou as novidades de sua próxima edição durante encontro realizado na noite da última quinta-feira (23), no terraço da Liferay, no Paço Alfândega.
Entre os destaques está a expansão da agenda do evento, que acontece no dia 29 de agosto, das 9h às 18h, no Recife Expo Center. A nova edição contará com cinco palcos simultâneos — até o ano passado eram três — ampliando a oferta de conteúdos para diferentes perfis de público. São eles:
- Carreiras, voltado a quem deseja ingressar na área de tecnologia;
- Técnico, direcionado a mulheres que já atuam no setor e buscam atualização;
- Soft skills, com foco em saúde mental, inteligência emocional e habilidades comportamentais;
- Empreendedorismo, estimulando conexões e novos negócios;
- Tecnologia para não tech, pensado para quem não é da área.
“Vamos oferecer conteúdo também para quem ainda não é familiarizado com o tema, mas tem curiosidade. Teremos palestras sobre fake news, mitos e verdades relacionados à inteligência artificial, além de segurança digital”, afirmou Laís Xavier, cofundadora do evento.
Kássia Alcântara, também cofundadora, destacou o propósito da iniciativa. “Essa proposta nasce da necessidade de antecipar riscos e preparar pessoas e organizações para os desafios do mundo digital. Mais do que tecnologia, estamos falando de comportamento, cultura e decisões conscientes. Queremos provocar o público a repensar a forma como se relaciona com dados, sistemas e informação”, disse.
Presente no encontro, Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, comentou o impacto do movimento. “Fizemos um mapeamento e 40% dos empregos gerados neste semestre foram ocupados por mulheres. Isso é reflexo de um trabalho de mobilização, em grande parte capitaneado por pessoas como Laís Xavier. É uma atuação relevante, que mostra que é possível avançar e também incluir pessoas da periferia nesse contexto”, destacou.
Já o presidente nacional da Softex, Christian Tadeu, reforçou a importância de iniciativas voltadas à equidade de gênero no setor. “Em 2025, a Softex capacitou mais de 300 mil mulheres em todo o país e segue investindo nesse desenvolvimento. Isso precisa se tornar um fenômeno para que possamos equilibrar a participação feminina na tecnologia. Hoje, temos 67% do nosso time formado por mulheres e 61% em cargos de gestão”, afirmou.

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