Programa idealizado pelo Porto Digital chega em sua 10ª semana com ação de validação dos projetos desenvolvidos até o momento

Estudantes da UFPE e UPE chegam à 10ª semana da formação empreendedora no Porto Digital Caruaru e realizam rodada de pitches (Crédito: Porto Digital)
Estudantes da UFPE e UPE chegam à 10ª semana da formação empreendedora no Porto Digital Caruaru e realizam rodada de pitches (Crédito: Porto Digital)

O Programa de Fomento ao Empreendedorismo Inovador, iniciativa do Porto Digital em parceria com o Governo do Estado, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Pernambuco (UPE), a comunidade Tapioca Valley e a plataforma Lovable, chegou à 10ª semana de atividades na sede do Porto Digital Caruaru. Os estudantes participaram de uma rodada de pitches para apresentar o andamento de suas soluções tecnológicas desenvolvidas com o auxílio de Inteligência Artificial.

Após aprenderem sobre metodologias como Problem Discovery (utilizada para validação de dores de usuários) e Lean Startup (focada em minimizar desperdícios de tempo e dinheiro na criação de negócios), os alunos demonstraram como transformaram ideias em soluções práticas. Com o suporte da plataforma Lovable, o grande diferencial desta edição tem sido o uso de vibe coding – abordagem de desenvolvimento de software (ou programação) em que o usuário descreve em linguagem natural o que deseja construir. Essa metodologia permite a criação de aplicações digitais e protótipos de forma intuitiva, ao utilizar apenas comandos em linguagem natural, sem a necessidade de domínio de códigos complexos.

A voz de quem cria: a evolução dos estudantes

Para os alunos, a oportunidade de apresentar o progresso dos seus projetos diante de uma banca especializada representou o amadurecimento de semanas intensas de validação e desenvolvimento.

“Eu achava que nós iniciaríamos e finalizaríamos o programa com a mesma ideia, mas não foi o caso. Atualmente, já estamos desenvolvendo a nossa quarta proposta, que no momento, consiste numa solução que adapta provas e atividades didáticas para alunos neurodivergentes. É nesse contexto, que a gente percebe os desafios de empreender. Ao mesmo tempo, a interdisciplinaridade do programa é muito legal. A gente interage com alunos de vários cursos, como Sistemas de Informação, Administração e Engenharia. E, ter essa comunicação é muito importante para que tenhamos diferentes opiniões sobre as nossas soluções”, destaca Gabriel Mergulhão, estudante do 7º semestre de Sistemas de Informação da UPE.

O potencial de transformar a tecnologia em uma força inclusiva e acessível foi justamente um dos pontos mais celebrados pelos participantes. Graças à democratização do desenvolvimento de software trazida pelas novas ferramentas, os estudantes conseguiram tirar projetos complexos do papel em tempo recorde e direcionar a inovação para a resolução de problemas reais da sociedade.

“Eu acho que a melhor parte de estar nesse projeto é poder desenvolver uma solução que tenha o potencial de gerar impacto social. É utilizar a tecnologia como uma aliada de todos. É, através da educação e do uso de ferramentas digitais, impactar positivamente a vida das pessoas. Então, eu acho que é essencial utilizar a tecnologia, a educação e o empreendedorismo para acessar qualquer tipo de pessoa”, afirma Maria Heloísa, aluno do 3º semestre de Sistemas de Informação da UPE.

Fortalecimento do ecossistema do Agreste

A disciplina, que tem duração total de 16 semanas, entra em sua reta final conectando teoria, prática e o mercado local. O papel dos facilitadores tem sido fundamental para guiar os estudantes na transformação de protótipos em modelos de negócios viáveis.

“A gente tem acompanhado o desenvolvimento acelerado desses projetos. Os alunos testam e re-testam suas soluções através do Lovable e nós fazemos o monitoramento dessa construção desde a segunda semana de formação. Com isso, a gente percebe as camadas de valor que eles agregam aos seus modelos de negócio até chegar numa entrega como a desta tarde, que consiste numa primeira prova do protótipo que eles construíram até o momento”, pontua Marcos Guimarães, facilitador do programa.

Para o CEO da EPTA Tecnologia e membro da banca avaliadora, Artur Bezerra,  os projetos desenvolvidos até o momento possuem potencial de adesão pelo mercado.  “Hoje eu tive a oportunidade de conhecer projetos que têm um potencial incrível. Os estudantes estão utilizando inteligência artificial para desenvolver suas soluções, mas mais do que isso, eles estão elaborando modelos de negócios com possibilidade reais de inserção de mercado. Alguns projetos possuem ideias disruptivas, já outros melhoram o contexto do que a gente já possui. Então, acredito que todos têm um potencial incrível de transformar seus projetos numa startup e, inclusive, conseguir investimentos”, comenta o empresário. 

Com o encerramento da rodada de pitches, os projetos entram na fase final de refinamento e validação de mercado. Ao relacionar Inteligência Artificial e empreendedorismo como ferramentas poderosas para solucionar desafios reais da sociedade, o programa consolida o Agreste pernambucano como um polo efervescente de inovação tecnológica.

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