Relatório “Avaliação do Ecossistema de Startups do Recife”´é um estudo inédito desenvolvido pelo Sebrae/PE com metodologia do Startup Genome

O ecossistema de inovação do Recife se destaca pela capacidade de impulsionar startups para estágios mais avançados de crescimento, de acordo com o relatório “Avaliação do Ecossistema de Startups do Recife”, estudo inédito desenvolvido pelo Sebrae/PE com metodologia do Startup Genome.
No total, 24% das startups em fase inicial que captam investimentos conseguem avançar para rodadas Série A, voltadas à expansão e à consolidação dos negócios.
Na comparação com ecossistemas brasileiros de porte semelhante, Recife fica atrás apenas de Uberlândia (MG), que registra índice de 33%, reforçando a posição da capital pernambucana como principal polo de inovação fora do eixo Sul-Sudeste.
Os resultados foram apresentados na manhã da quarta-feira (20), na sede do Sebrae Pernambuco, aos principais representantes do ecossistema de inovação da capital.
Desafios das startups do Recife
Apesar da capacidade das startups recifenses de transformar investimentos iniciais em crescimento, o relatório revela que o Recife ainda registra um volume reduzido de oferta de capital nessa fase. A análise considera a mediana dos investimentos realizados entre 2021 e 2024, evitando distorções causadas por operações fora da curva.
Nesse recorte, as rodadas seed realizadas por startups do Recife alcançaram mediana de US$ 191 mil, abaixo de ecossistemas semelhantes como Uberlândia (US$ 309 mil), Goiânia (US$ 240 mil) e Florianópolis (US$ 200 mil).
Em contrapartida, o estudo mostra que as startups recifenses respondem de forma positiva ao investimento recebido quando conseguem acessar capital e avançar para estágios mais maduros. Entre 2021 e 2024, a mediana das rodadas Série A no Recife chegou a US$ 5 milhões, valor próximo ao registrado em Uberlândia (US$ 5,1 mi), equivalente ao de Goiânia (US$ 5 mi) e superior aos resultados observados em Florianópolis, Brasília e Porto Alegre.
Qual a fase de ativação do Recife?
O Recife também se encontra na fase de ativação inicial no ciclo de vida dos ecossistemas de startups. Nesse estágio, enquadram-se ecossistemas com menos de mil startups e sem registros de grandes saídas de mercado (exits).
No caso do Recife, a estimativa é de 600 a 700 startups – número abaixo do patamar necessário para a transição de fase. Entre 2020 e 2024, também não foram registrados exits relevantes acima de US$ 100 milhões.
“O Recife já construiu uma base sólida, o próximo passo é ampliar o número de startups, fortalecendo as conexões entre os atores do ecossistema e expandindo o acesso ao capital para as empresas em estágios iniciais”, pontua Lívia Moura, gerente de Negócios Inovadores do Sebrae/PE.

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