Um estudo recente da plataforma de pesquisa Startup Blink confirma que o Brasil lidera o ranking de ecossistemas de startups na América Latina em 2025. Colômbia e Chile também estão bem posicionados. O ranking global, porém, foi dominado pelos Estados Unidos, embora o país tenha registrado a menor taxa de crescimento entre os 50 principais mercados, com 18,2%.

Brasil tem o melhor ambiente para startups na América Latina, aponta pesquisa (Imagem: Freepik)

Foram analisados mais de 110 países e 1,4 mil cidades. A análise diagnosticou também o nível de sucesso de cada negócio e o ambiente em que estão inseridas.

Na parte mais alta do levantamento, os Estados Unidos se encontram seguidos pelo Reino Unido, Israel, Cingapura e Canadá. Também estão a Suécia, Alemanha, França, Suíça e Holanda.

Nesta lista, o Brasil se encontra na 27ª posição, com 28 cidades entre as 1 mil melhores, liderando o top 10 regional, com cinco cidades entre as mais bem posicionadas para startups.

“O Brasil é uma das principais economias de startups da América Latina, impulsionada por seu enorme tamanho de mercado e crescente capacidade de inovação”, explica a Startup Blink no relatório, que diz ainda que “grandes corporações contribuem para um ambiente favorável às startups por meio de programas de aceleração, incubadoras e sólidas oportunidades de financiamento”.

Em seguida do Brasil, ainda na América Latina, está a Colômbia (36ª colocada no ranking mundial). O país mantem um forte impulso com uma taxa de crescimento superior a 22% – a mais alta entre os países latino-americanos. O país tem sete entre as 1 mil melhores cidades do mundo. Por outro lado, “o número total de cidades colombianas no ranking continua a diminuir a partir de 2023”, aponta a Startup Blink.

Atrás da Colômbia está o Chile, na posição global de 37ª. É o seu primeiro avanço após dois anos consecutivos de declínio. Sua taxa de crescimento, acima de 10%, é relativamente melhor em comparação com outros países da América Latina, como o México e a Argentina, como consta no relatório.

O México, por exemplo, está na 43ª posição no ranking das maiores cidades da América Latina, com uma taxa de crescimento inferior a 3% – a menos entre os cinco maiores países do continente. A maioria das cidades mexicanas entre as 1 mil primeiras apresentou queda no ranking global.

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