Entrar em um novo campo profissional sem um plano fechado de futuro pode parecer arriscado. Para alguns estudantes da Residência Tecnológica do Porto Digital, no entanto, esse cenário representa exatamente o ponto de partida para uma trajetória construída a partir da prática, da escuta e da disposição para aprender fazendo.

Foi assim desde o primeiro período para uma das residentes que, ao ingressar no programa, vinha de outra área de atuação e encarava a tecnologia como um território ainda em descoberta. “Tudo era muito novo pra mim. Eu não tinha um plano fechado, mas tinha muita vontade de aprender e me reinventar”, relembra Gabriela Maranhão.

Gabriela Maranhão teve a sua trajetória impulsionada pela Residência Tecnológica do Porto Digital Crédito Arquivo Pessoal

Desde o início, o objetivo era claro: absorver o máximo possível da experiência prática e entender onde poderia gerar valor dentro da área de tecnologia.

A primeira oportunidade ainda no início do percurso

A virada aconteceu logo no primeiro ciclo da Residência. Durante a apresentação do projeto no kick-off, o trabalho do grupo chamou a atenção de um dos jurados, Jorge Orengo, da Porang, que enxergou potencial tanto na solução apresentada quanto na atuação individual da estudante. O resultado veio rápido: a primeira oportunidade de estágio ainda no início da graduação.

“Foi uma mistura de alegria, medo e gratidão. Eu me questionei se estava pronta, mas entendi que aquela era uma chance de aprender na prática e acelerar meu desenvolvimento”, conta. O que parecia cedo demais acabou se tornando um impulso decisivo para sua entrada no mercado.

Projeto no kick-off apresentado por Gabriela Maranhão. Crédito Arquivo Pessoal

Todo mundo que inicia a formação em um curso superior imagina como será o futuro profissional. Dos mais decididos àqueles que ainda não sabem o que esperar e enxergam a graduação como um espaço de descoberta. Com os estudantes da Residência Tecnológica não é diferente, mas é justamente essa experiência que amplia possibilidades e contribui para a construção de trajetórias de sucesso.

Para Gabriela, que vinha de outra área de atuação e encarava a tecnologia como um território ainda em descoberta, o percurso começou assim. “Tudo era muito novo pra mim. Eu não tinha um plano fechado, mas tinha muita vontade de aprender e me reinventar. Pensava em agarrar todas as oportunidades”, relembra.

Descobertas, desafios e mudança de rota

O início da carreira foi marcado por desafios e, principalmente, por um processo de autoconhecimento profissional. Contratada inicialmente como estagiária de desenvolvimento, Gabriela percebeu, na prática, que seu propósito estava mais alinhado à gestão de projetos de tecnologia. A mudança de área veio rapidamente, com o apoio da liderança, abrindo espaço para atuar como Product Owner, Gerente de Projetos e Scrum Master.

“Foi intenso, desafiador e extremamente enriquecedor. Aprendi um pouco de tudo e foi ali que me apaixonei pela gestão de projetos”, explica. A experiência foi tão determinante que influenciou diretamente a decisão de iniciar uma pós-graduação na área.

Aprender fazendo como diferencial

Entre os aprendizados mais marcantes da Residência, o Kick Off aparece como um divisor de águas. Foi ali que Gabriela liderou seu primeiro time e colocou em prática conceitos aprendidos na disciplina de ideação de projetos. “Ali já existia a sementinha da liderança e da gestão”, afirma.

Mais do que conteúdos técnicos, a experiência ensinou sobre trabalho em equipe, responsabilidade, visão de valor e protagonismo — competências que continuam presentes em sua atuação profissional.

Uma trajetória acelerada, mas construída com consistência

Kumulus foi uma das empresas da trajetória de Gabriela Maranhão. Crédito: Arquivo Pessoal

Em pouco mais de dois anos e meio, a estudante alcançou o cargo de gerente de projetos. Para ela, essa evolução é resultado de uma combinação de oportunidades, dedicação e postura profissional. Após passar por empresas como Kumulus e Grupo Moura, manteve relações sólidas e portas abertas ao longo do caminho.

O reconhecimento veio quando Ana Cunha, coordenadora de PMO da Kumulus, a convidou para retornar à empresa, agora em uma posição de liderança. “Foi fruto de muito esforço, aprendizado contínuo e entrega consistente”, avalia.

Liderança que se constrói na prática

Para Gabriela, a Residência foi essencial na construção dessa liderança. “Aprendi que liderança não é título, é prática. É ouvir, colaborar, assumir responsabilidades e apoiar pessoas”, resume. O ambiente do programa, segundo ela, estimula autonomia, senso de dono e protagonismo, características que ela considera fundamentais para liderar times e projetos.

Um ciclo que se fecha

Gabriela Maranhão e colegas de turma recebem certificado. Crédito: Arquivo Pessoal

O impacto da Residência também se reflete na forma como ela passou a enxergar a própria carreira. Hoje, entende o crescimento profissional como um processo contínuo, feito de ciclos, aprendizado constante e coragem para mudar.

Um momento simbólico dessa transformação aconteceu no projeto de conclusão da pós-graduação, quando desenvolveu um podcast e entrevistou Marcela Valença, idealizadora da Residência Tecnológica. “Poder dizer diretamente a ela que a Residência mudou a minha vida foi um verdadeiro full circle”, relembra. “Foi extremamente marcante e reafirmou o impacto real que o programa tem na vida das pessoas.”

Para quem está começando

A mensagem para os novos residentes é direta: entrega total. “Aproveitem cada oportunidade e deem o seu melhor sempre. A Residência é um ambiente riquíssimo, mas o quanto ela transforma depende do quanto você se entrega. Quem aproveita de verdade sai diferente.”

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