Conquista foi de estudantes do terceiro período de Sistemas para Internet na Unicap e do primeiro período de Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Faculdade Senac Pernambuco

Estudantes da Residência Tecnológica do Porto Digital conquistaram o primeiro lugar no Hackathon da Jornada Tecnológica da Unicap (Crédito: Cortesia)

Maratona de três dias, trabalho em equipe e muito código. Foi nesse cenário que estudantes da Residência Tecnológica do Porto Digital celebraram uma conquista importante: o primeiro lugar no Hackathon da Jornada Tecnológica da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), realizado entre os dias 4 e 6 deste mês. Vitória Inácia, Letícia Vitória e Arthur Miguel Santo, todos bolsistas do Embarque Digital, faziam parte da equipe que se destacou ao desenvolver uma solução voltada ao cuidado contínuo com a saúde mental.

Vitória e Letícia são estudantes do terceiro período de Sistemas para Internet na Unicap, enquanto Arthur cursa o primeiro período de Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Faculdade Senac Pernambuco. Mesmo sendo de instituições, cursos e períodos diferentes, os três já se conheciam por integrarem a Residência Tecnológica do Porto Digital. Ao lado de Kelvson Nilson, estudante de Ciência da Computação da Unicap, e Hayssa Gomes, estudante de Tecnologia da Uninassau, eles desenvolveram o HealthMind, aplicativo pensado para complementar o acompanhamento psicológico entre as sessões de terapia.

Com foco na ODS 3 — Saúde e Bem-Estar, tema central da competição, a proposta surgiu da percepção de que muitas pessoas enfrentam dificuldades para manter o cuidado emocional ao longo da semana, longe do acompanhamento profissional.

“A gente percebeu que muitas pessoas saem da terapia motivadas, mas enfrentam dificuldades para manter esse cuidado emocional sozinhas ao longo da semana. Então pensamos em uma solução que pudesse funcionar como uma rede de apoio contínua”, explicou Letícia Vitória.

A proposta uniu tecnologia, inteligência artificial e acolhimento emocional. A plataforma inclui diário emocional, fóruns de apoio, acompanhamento de humor e sugestões de atividades personalizadas para os usuários. Além disso, a solução também foi pensada para auxiliar psicólogos no acompanhamento dos pacientes.

“A IA ajudaria a identificar palavras-chave e padrões de comportamento a partir das anotações e interações do usuário, gerando recomendações de atividades e resumos importantes para o profissional antes das consultas”, detalhou Vitória Inácia.

Construção coletiva e aprendizado acelerado

Estudantes da Residência Tecnológica do Porto Digital conquistaram o primeiro lugar no Hackathon da Jornada Tecnológica da Unicap (Crédito: Cortesia)

A equipe não chegou completamente formada à competição. Parte dos integrantes se reuniu somente no evento, impulsionada pela vontade de participar da experiência. “Eu queria participar, mas ainda não tinha equipe. Então fui chamando pessoas que eu sabia que topariam entrar no hackathon”, contou Vitória.

Arthur Miguel Santo foi um dos integrantes convidados de última hora. “Eu nem sabia do hackathon inicialmente. Vitória me chamou no próprio dia do evento e eu aceitei participar da equipe”, relembrou.

Mesmo com pouco tempo e integrantes com bagagens diferentes, o grupo conseguiu estabelecer uma dinâmica colaborativa para lidar com as demandas da maratona. As tarefas foram divididas de acordo com as habilidades de cada participante, envolvendo desenvolvimento front-end, back-end, documentação, prototipação e construção do pitch.

“A comunicação fez muita diferença. Mesmo com as funções divididas, todo mundo colaborava nas decisões e ajudava uns aos outros o tempo inteiro”, destacou Letícia.

Durante os três dias de competição, o grupo precisou adaptar ideias, reorganizar prioridades e tomar decisões rápidas para amadurecer a proposta. “No início, a ideia era focar apenas em distorção de imagem, mas uma professora orientadora trouxe novas referências e percebemos que poderíamos ampliar a discussão para saúde mental como um todo”, explicou Vitória.

Para Arthur, a experiência proporcionou uma vivência próxima da realidade do mercado de tecnologia. “A gente acaba entendendo melhor como funciona o desenvolvimento de um projeto em equipe, as reuniões, os problemas e as soluções que aparecem no processo. Isso agrega muito para além da sala de aula”, afirmou.

Tecnologia além do código

Mais do que o desenvolvimento técnico, os estudantes destacam o impacto pessoal e comportamental da experiência. Para eles, o momento significou também um exercício de confiança e posicionamento profissional. “O hackathon mostrou que saber trabalhar em equipe, se comunicar e colaborar faz toda a diferença no resultado final”, destacou Letícia.

Vitória também acredita que a experiência ajudou a diminuir inseguranças comuns entre estudantes que estão começando na área. “A gente aprende que não precisa saber tudo para participar. Estar em equipe ajuda muito nisso. Todo mundo contribui de alguma forma”, afirmou.

Já para Arthur, a competição também serviu como oportunidade para explorar novas áreas dentro do desenvolvimento. “Consegui acompanhar tanto a construção do front-end quanto do back-end, além de aprender bastante observando pessoas com mais experiência. Isso ajuda a direcionar nossos interesses dentro da tecnologia”, comentou.

Mais do que um prêmio, o primeiro lugar na competição simboliza confiança no próprio potencial e a percepção de que já conseguem transformar aprendizado em soluções com impacto real.

“Muitas vezes a gente se questiona sobre a própria capacidade enquanto estudante. Então viver uma experiência assim traz muito mais confiança sobre o caminho que estamos construindo”, concluiu Letícia.

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