Terceiro encontro do Conexão REC’N’Play promoveu workshop para produzir e pensar de forma mais rápida no marketing, reduzindo retrabalho e focando em resultados

Os profissionais de marketing estiveram entre os primeiros a incorporar ferramentas de inteligência artificial generativa à rotina de trabalho. A rapidez com que a tecnologia foi absorvida transformou a familiaridade com essas ferramentas em algo que já deixou de ser diferencial e passou a ser requisito para acompanhar as mudanças do mercado.
O terceiro encontro do Conexão REC’N’Play, iniciativa que funciona como um “esquenta” para o festival realizado em novembro, discutiu justamente o papel da IA na busca pela hiperpersonalização na gestão de marcas – algo praticamente inviável de ser feito em larga escala apenas por esforço humano.
O workshop “Creator: como usar IA para impulsionar os resultados de marketing” reuniu Socorro Macedo, cofundadora e CTO da LeFil; Samuel Muniz, especialista em tecnologia e desenvolvedor de plataformas; e Sthèphania Villarim, especialista em inovação e transformação digital.
“O grande desafio atual para quem trabalha com marketing é utilizar as inteligências artificiais para acelerar a produção e entregar narrativas que sejam específicas e essenciais para a enorme variedade de personas e segmentos que temos hoje. Sem o uso da IA, não teremos mais condições de personalizar conteúdos e atender as pessoas de uma forma que a marca consiga ‘chegar junto’, superando o modelo tradicional que utilizávamos anteriormente”, afirmou Socorro Macedo ao Jornal Digital, após o evento.

Embora ainda exista receio em torno da substituição de profissionais por ferramentas automatizadas, Socorro acredita que a transformação passa por outro caminho. Para ela, “a IA não vai substituir os humanos, mas sim os humanos que não souberem utilizá-la”.
“Ela funciona como uma amplificação da nossa própria inteligência; ainda precisamos da mente humana para dar contexto, inserir dados e guiar essa ferramenta. Estamos vivendo uma revolução comparável à chegada da energia elétrica ou do carro: não há mais o que discutir, é um caminho sem volta”, afirmou.
A especialista também citou dados levantados pelo laboratório de inovação da agência policial europeia indicando que, até o fim de 2026, entre 90% e 96% de todo o conteúdo disponível na internet poderá ter origem artificial.

“Alcançar uma escala que atinja milhões de pessoas com esse nível de personalização é algo humanamente impossível sem essas ferramentas. Por isso, o nosso foco no laboratório de inovação foi desenvolver estratégias e plataformas que ajudem o marketing a produzir e pensar de forma mais rápida, reduzindo retrabalho e focando em resultados reais”, acrescentou.
Além de apresentar desafios atuais do cotidiano do marketing, o workshop também demonstrou o funcionamento do Creator, plataforma desenvolvida pela LeFil voltada à produção de conteúdo.
O Conexão REC’N’Play já realizou edições anteriores sobre temas como cibersegurança e a relação entre inteligência artificial e educação. Nas próximas semanas, novos encontros devem ampliar o debate sobre questões relevantes para a cidade do Recife.

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.