O evento que celebra o encerramento de mais um semestre da Residência Tecnológica foi realizado no Porto Digital e na Arena BB

Apresentações de projetos, debates sobre carreira, pós-graduação e inovação marcaram a segunda edição do Coday {Códigos que viram conexões e oportunidades}, realizada nesta terça-feira (16), no Porto Digital e na Arena BB. O evento, que celebra o encerramento de mais um semestre da Residência Tecnológica, reuniu estudantes, empresas parceiras e profissionais do ecossistema de inovação em uma programação distribuída ao longo da manhã, tarde e noite.

Mais do que apresentar os resultados construídos durante os últimos meses, o encontro promoveu espaços de diálogo sobre empregabilidade, formação continuada e tendências tecnológicas, aproximando estudantes das empresas e fortalecendo conexões que podem se transformar em oportunidades profissionais.

De acordo com Rodrigo Pereira, gerente de Educação do Porto Digital, o Coday representa a consolidação da Residência Tecnológica no Recife, que atualmente reúne cerca de 80 projetos desenvolvidos em parceria com 37 empresas.

“Aqui a gente não celebra apenas o que foi feito no semestre, mas destaca o que foi construído de positivo, reforça nossas parcerias estratégicas e cria um ambiente favorável para que novas conexões aconteçam, aproximando ainda mais os estudantes do mercado de trabalho, que é o nosso principal objetivo.”

Programação destaca projetos desenvolvidos em parceria com empresas

Nos turnos da manhã e da noite, o Coday foi dedicado à apresentação das soluções desenvolvidas pelos estudantes junto às empresas parceiras da Residência Tecnológica. Participando pela quarta vez consecutiva do programa, o Banco do Brasil, que atua também como parceiro estratégico, cedendo espaço para a realização do evento, destacou a importância da aproximação entre academia e mercado. Para Felipe de Melo, líder de Inovação Tecnológica da instituição, iniciativas como a Residência permitem que estudantes tenham contato direto com desafios reais.

“É muito interessante trazer problemas reais para quem ainda está em formação. Essa conexão beneficia tanto os estudantes quanto as empresas. Eu teria adorado ter feito uma Residência Tecnológica enquanto ainda estava na graduação. Posso dizer que é um tipo de experiência que agrega muito a quem tem a oportunidade de fazer.”

Empresas que já se tornaram presença constante no programa, como Globo Pernambuco e Bradesco, também compartilharam suas experiências de mentoria e o cuidado com o desenvolvimento das equipes participantes.

Naftalin Emídio, editor de mídia da Globo Pernambuco, destacou que a proposta vai além da entrega técnica. “A gente procura mostrar como funciona a empresa, apresentar as tecnologias que utilizamos e permitir que os estudantes somem o conhecimento adquirido durante a formação para desenvolver soluções que possam melhorar nossos processos e sistemas.”

Dellanio Alencar, gerente de Tecnologia do Bradesco, ressaltou o caráter social do desafio proposto pela instituição nesta edição. “Pensamos em como incentivar a população a criar o hábito de poupar dinheiro por meio de uma solução gamificada. Os estudantes conseguiram transformar essa problemática em uma proposta simples, acessível e que dialoga diretamente com uma necessidade real dos brasileiros.”

Entre os estudantes, o sentimento era de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo do semestre. Clebson Souza, estudante da Faculdade Católica Imaculada Conceição do Recife (FICR), integrante do ciclo TakeOff e participante de um projeto desenvolvido junto à Deloitte, destacou a importância do momento. “Estar no Coday significa que a empresa, os mentores e o Porto Digital reconheceram o nosso trabalho. Além do aprendizado, isso pode abrir oportunidades futuras. É muito gratificante receber esse retorno.”

Para o mentor Bruno Henrique, a experiência da Residência contribui para formar profissionais preparados para os desafios do mercado. “Nosso papel enquanto mentor é extrair o melhor potencial de cada estudante para que ele consiga entregar exatamente aquilo que o cliente espera, tanto tecnicamente quanto comportamentalmente.”

Fórum da Trilha Pós amplia debate sobre carreira na pesquisa

Durante a tarde, o Coday recebeu o I Fórum da Trilha Pós, iniciativa voltada para estudantes e profissionais interessados em compreender as possibilidades da pós-graduação e sua relação com o mercado de tecnologia. O momento, realizado no Auditório Pontes, promoveu mesas de diálogo sobre pesquisa aplicada, inovação, desenvolvimento profissional e integração entre academia e empresas, reunindo especialistas convidados para compartilhar experiências e trajetórias.

Segundo Bárbara Rodrigues, supervisora dos Programas Educacionais do Porto Digital e líder da Trilha Pós, a iniciativa nasce para ampliar os horizontes de formação dos estudantes.”O Trilha Pós busca oportunizar novos caminhos de carreira por meio do ingresso em programas de pós-graduação. Queremos aproximar nossos estudantes não apenas do mercado de trabalho, mas também do universo acadêmico.”

Entre os convidados estiveram a pesquisadora sênior do CESAR, Heloysa Oliveira, e Henrique Vila Nova, líder de Cibersegurança da Ferreira Costa, que reforçaram a importância da educação continuada para quem atua em tecnologia.

“Na tecnologia, estudar continuamente não é uma opção, é uma necessidade”, destacou Heloysa. “E mostrar essa jornada de formação amplia a empregabilidade e prepara profissionais cada vez mais completos para o mercado”, completou Henrique.

De estudantes da Residência a parceiros do ecossistema

Um dos momentos mais simbólicos da programação da noite foi protagonizado pela Motiron. Fundada por ex-estudantes da própria Residência Tecnológica, a empresa retornou ao programa desta vez como parceira do ecossistema de inovação, fechando um ciclo que ilustra o impacto da formação oferecida pelo Porto Digital.

Para Mateus Dizeu, CEO da Motiron, o desafio proposto aos estudantes foi pensado para estimular o desenvolvimento técnico, mas também para permitir que as equipes apresentassem soluções criativas e demonstrassem seu potencial além do esperado. “O desafio explorava principalmente competências de backend, mas também deixamos espaço para que as equipes mostrassem criatividade e autonomia. O resultado superou as expectativas e reforçou a qualidade técnico do material humano que a Residência forma”, disse.

Já para Edson Gonçalves, cofundador da empresa, retornar ao programa em uma nova posição tem um significado especial. Depois de vivenciar a Residência como estudante, hoje ele acompanha o desenvolvimento de novos talentos e enxerga na iniciativa um importante espaço de conexão entre formação e mercado.

“Somos egressos da Residência Tecnológica e sabemos o impacto que essa formação teve na nossa trajetória profissional. Estar aqui agora, propondo desafios, acompanhando os projetos e identificando novos talentos, só nos dá mais vontade de fortalecer essa parceria e gerar oportunidades para quem está começando na tecnologia.”

Ao reunir estudantes, empresas, pesquisadores e profissionais em um mesmo espaço, o Coday reafirmou o papel da Residência Tecnológica como ambiente de formação prática, troca de conhecimento e conexão com o mercado.

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