Mateus Dizeu e Edson Gonçalves são hoje CEO e Head de IA da Motiron Technologies, empresa que fundaram juntos e que agora participa do programa como parceira

O cenário continua o mesmo: estudantes reunidos em torno de desafios reais, mentores acompanhando o desenvolvimento das soluções e empresas contribuindo para a formação de novos talentos da tecnologia. O que mudou foi o lugar ocupado por dois atores desse processo.
Mateus Dizeu e Edson Gonçalves, antes estudantes da Residência Tecnológica do Porto Digital, são hoje CEO e Head de IA da Motiron Technologies, empresa que fundaram juntos e que agora participa do programa como parceira, propondo desafios para uma nova geração de alunos.
A trajetória deles, que foram bolsistas do Embarque Digital, representa bem um dos objetivos da Residência, que é formar profissionais preparados para atuar no mercado, mas também capazes de empreender, criar soluções e gerar novas oportunidades dentro do próprio ecossistema.
Recentemente, a Motiron foi selecionada para o Programa de Incubação do Porto Digital, iniciativa voltada ao desenvolvimento de startups inovadoras, e listada entre 100 startups mais promissoras do Brasil no ranking do Sebrae Startups, figurando entre as nove melhores de Pernambuco.
Vontade x método: o que importa para empreender

O desejo de empreender sempre existiu para os dois. Muito antes da Motiron nascer, Mateus e Edson já buscavam oportunidades para entender como transformar ideias em negócios. Mas foi na Residência Tecnológica que eles encontraram ferramentas suficientes para que essa vontade deixasse de ser apenas um plano.
“Antes eu já tinha vontade de empreender, e a Residência me mostrou como validar uma ideia, entender requisitos, pensar no mercado e construir um produto. Ela tornou esse processo muito mais profissional”, afirmou Mateus.
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Já para Edson, a Residência foi fundamental para que esse caminho pudesse ser construído de forma profissional. “Ela mostra um passo a passo, ensina metodologias e faz você entender como transformar uma ideia em um produto. O processo que usamos hoje para construir os nossos produtos é muito parecido com o que aprendemos durante a Residência”.
O fato de esse olhar empreendedor existir desde o começo do curso não é à toa. Desenvolver essa mentalidade logo no primeiro ciclo da Residência Tecnológica, o KickOff, competição de ideação e prototipação em que os estudantes aprendem metodologias para transformar problemas reais em soluções, é um dos pilares do programa, como explica Rodrigo Pereira, gerente de Educação do Porto Digital.
“A proposta é que os estudantes já comecem o curso entendendo como tirar uma ideia do papel. Em um mês, passam por oficinas, aprendem metodologias e utilizam esse repertório para construir soluções com potencial de impacto”, detalhou Rodrigo.
Ecossistema que favorece e ensina

Se a Residência ofereceu metodologia, o ecossistema do Porto Digital ampliou os horizontes. Antes de serem o CEO e Head de IA da Motiron, Mateus e Edson já frequentavam eventos, palestras e atividades promovidas pelo Porto Digital em busca de referências sobre empreendedorismo.
“A gente nunca veio para o REC’n’Play só para passear ou para se divertir. Sempre escolhemos palestras voltadas para a área de produto, negócios e empreendedorismo. Inclusive, muitas metodologias que usamos hoje nasceram dos aprendizados que tivemos nessas experiências”, destacou Mateus.
“Aproveitamos tudo o que o Porto Digital oferecia. Não era só a Residência, mas as conexões, as palestras e as conversas. Tudo isso ajudou a construir a empresa”, emendou Edson.
O resultado desse percurso vem aparecendo de várias formas. Segundo os fundadores, a experiência do Programa de Incubação do Porto Digital fortaleceu principalmente a estratégia comercial e a estruturação do negócio.
Um ciclo que se completa

Mais do que consolidar o crescimento da empresa, essa trajetória permitiu que Mateus e Edson voltassem ao ambiente onde iniciaram suas carreiras sob uma nova perspectiva. Hoje, acompanhando estudantes ao longo da Residência Tecnológica, eles enxergam no programa uma oportunidade de identificar talentos, contribuir para a formação de novos profissionais e fortalecer o próprio ecossistema.
“Levamos os desafios reais da nossa empresa para os estudantes, porque sabemos que eles podem se transformar em aprendizado, em produtos e até em oportunidades de trabalho.”
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E essa estratégia já trouxe resultados concretos. Estudantes que participaram dos desafios acompanhados pela Motiron no último semestre passaram a integrar a equipe da empresa, reforçando um movimento que simboliza a própria trajetória dos fundadores.
“Não existe processo seletivo melhor do que a Residência. Você acompanha os estudantes durante meses, vê como trabalham em equipe, como enfrentam dificuldades e como evoluem ao longo do tempo.”
Se há poucos anos eles ocupavam o lugar de quem buscava aprender e conquistar uma oportunidade no mercado, hoje ajudam a abrir esse mesmo caminho para outros estudantes. É um ciclo que evidencia o propósito da Residência Tecnológica: formar profissionais capazes de transformar conhecimento em inovação e, no futuro, devolver esse aprendizado ao ecossistema que contribuiu para sua formação.

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