Painel mediado por Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, trouxe como foco de debate representantes de três grandes empresas que conseguiram projeção nacional e global

O que faz uma empresa local vencer as barreiras regionais e alcançar o mundo?
Na tarde deste sábado (15), o : a Baterias Moura, consagrada como uma das maiores fabricantes de bateria do mundo; a Selfit Academias, rede brasileira de academias focada em musculação e ginástica; e a FBR Digital, plataforma de tecnologia e inteligência de dados.
Tiago Tasso, Diretor Presidente da Moura Participações, enfatizou a importância de estar ao lado de parceiros de referência na comunidade do Agreste. Ao compartilhar sua experiência no Grupo Moura, ele destacou o intercâmbio de conhecimentos como fator fundamental no crescimento e evolução coletiva.
“Nossa conexão com o mercado internacional é um legado de nossos fundadores e acionistas, que sempre buscaram as melhores práticas, tecnologias de ponta e níveis elevados de competitividade. Temos mantido esse compromisso, incentivando nossas equipes a acompanharem as tendências globais e a buscarem a excelência na gestão e nos modelos de negócio”, pontuou Tasso.
Carlos Cavalcanti, psicólogo e Diretor de Gente e Relacionamento da Selfit Academias, destacou como a empresa tem levado ao público brasileiro academias equipadas com tecnologia internacional, alcançando, de forma acessível, um nível de conforto comparável aos grandes centros mundiais. Além disso, ele discutiu sobre o diferencial da rede, que busca se posicionar como uma academia que é próxima das pessoas, estabelecendo conexões e auxiliando os clientes a encontrarem sua melhor versão.
“Podemos dizer que o diferencial da Selfit hoje é pessoas cuidando de pessoas, é isso que buscamos de diferencial no mercado”, ressaltou.
Ascânio França, CEO e cofundador da FBR Digital e conselheiro da Tapioca Valley, discursou sobre como, em qualquer mercado fragmentado, a unificação e a centralização representam grandes oportunidades, além de evidenciar como a instabilidade da conexão gera um prejuízo significativo. Para Ascânio, o valor não reside apenas na infraestrutura, mas na inteligência da gestão.
“Hoje, nossas propostas de valores são claras: oferecemos a curadoria dos melhores provedores em qualquer localidade do país e a inteligência de conectividade estratégica. Seja para garantir a operação de uma farmácia ou para assegurar a mobilidade de um executivo que precisa de uma conexão via satélite durante deslocamentos, nosso papel é planejar e gerenciar a conectividade de forma eficiente, independentemente do provedor utilizado”, destacou o empresário.
Importância de fortalecer o interior na nova onda de inovação

No terceiro e último dia do Rolê REC’n’Play 2026, as estratégias reais para estruturar um ambiente inovador e relevante no interior foram o tema da palestra de Eduardo Peixoto, presidente do LIDE Digital Pernambuco e executivo com mais de 30 anos de experiência em estratégia, inovação e transformação digital.
“Não sou um dos fundadores do Porto Digital, mas acompanhei tudo desde o começo. Vi o seu surgimento e sigo acompanhando a transformação que ele provoca. Trago hoje essa minha vivência na área digital e tudo o que venho observando ao longo desses 25 anos”, destacou Peixoto.
Durante a apresentação, o executivo compartilhou sua trajetória e detalhou como é possível estruturar um ambiente inovador fora das capitais, respeitando a cultura e a vocação econômica de cada região. “É preciso ter visão, propósito e muita persistência, porque essa transformação não acontece do dia para a noite. Você precisa de uma visão de longo prazo e de um propósito claro, pois é ele que mantém todos unidos nos altos e baixos.”
Eduardo reforçou ainda que o segredo não é replicar modelos prontos, mas potencializar as forças locais: “É preciso entender o que cada lugar tem de diferente e inovar a partir daí. O Porto Digital não tentou copiar o Vale do Silício, embora haja essa associação. Usamos as forças locais para construir um outro ecossistema. O interior precisa fazer o mesmo: olhar para sua cultura, sua força e suas raízes para criar um ecossistema único”, pontuou.

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