Matheus Marques, Ranon Diniz, Raissa Pereira, Gabriel Moraes e Cauã Jordão fazem parte de uma leva de aprovações, contemplanso diferentes áreas de pesquisa do CIn-UFPE.

Matheus Marques, Cauã Jordão e Ranon Diniz são egressos do Embarque Digital e foram aprovados em pós-graduações do CIN-UFPE (Crédito: Cortesia)

A jornada acadêmica não acaba após o diploma da graduação, e os nossos estudantes do Embarque Digital sabem bem disso. Com cinco aprovados para o mestrado no mais recente processo seletivo do programa de pós-graduação do Centro de Informática da UFPE (CIn-UFPE), o programa reforça também sua contribuição para a continuidade da formação acadêmica dos estudantes.

Matheus Marques, Ranon Diniz, Raissa Pereira, Gabriel Moraes e Cauã Jordão fazem parte dessa leva de aprovações, que contempla diferentes áreas de pesquisa do CIn-UFPE. O que une esse grupo é uma bagagem que carrega tudo o que foi construído ao longo da graduação, vivenciado na Residência Tecnológica e absorvido por meio do convívio com o ecossistema do Porto Digital.

Despertando o interesse pela pesquisa

Para a maioria, a decisão de ingressar em uma pós-graduação stricto sensu foi sendo amadurecida ainda durante a formação. Gabriel Moraes, que acabou de concluir a graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela CESAR School e foi aprovado no mestrado em Aprendizagem de Máquina e Mineração, conta que a iniciação científica foi responsável por despertar seu interesse pela pesquisa.

“Durante muito tempo eu me enxergava inserido no mercado, mas comecei a perceber que gostava não só de desenvolver uma solução e fazer ela funcionar. Eu também me interessava por entender melhor o problema, pesquisar o que já existia, testar ideias e questionar o porquê das coisas. Foi assim que a pesquisa deixou de ser uma realidade distante”, lembra.

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Quem também percebeu que o universo da computação vai muito além do desenvolvimento foi Cauã Jordão. Colega de turma de Gabriel, Cauã também concluiu o curso de ADS no primeiro semestre deste ano e agora se prepara para o mestrado em Sistemas Distribuídos. De acordo com o mestrando, a experiência no Embarque Digital e na Residência Tecnológica o colocou em contato com diversas áreas e profissionais experientes, ampliando seus horizontes.

“Através das empresas parceiras da Residência que tive a chance de ser mentorado, como Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, Ordem dos Advogados do Brasil (PE) e Globo, eu tive várias vivências e acessei ecossistemas reais. Isso me ajudou a crescer como pessoa, me tornando um estudante e profissional mais engajado e curioso”, conta.

Do mercado para a academia

Formado desde 2024 em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela UNIT, Ranon Diniz já possuía uma certa estabilidade no mercado de trabalho, mas decidiu voltar a estudar e ir além.

“A minha vontade de estudar e continuar aprendendo nunca passou. Foi por isso que, assim que me graduei, já fiz uma especialização em Engenharia de Dados, mas ainda sentia a necessidade de algo a mais”, comentou.

Agora, Ranon se prepara para o mestrado na área Multidisciplinar.

Além do seu interesse natural, Ranon ainda teve uma fonte de inspiração para se aventurar no mestrado.

“Há uns dois anos, vi que uma egressa do Embarque Digital, Larissa Albuquerque, conseguiu ingressar no mestrado no CIn-UFPE, e aquilo me fez perceber que poderia ser uma possibilidade para mim também”, complementa.

Apoio do Trilha Pós

Trilha Pós do eixo de Educação do Porto Digital promove encontros sobre pós-graduação, pesquisa, inovação e carreira (Crédito: Porto Digital/Divulgação)

Para dois dos aprovados, a decisão de seguir para o mestrado contou com o apoio do Trilha Pós, grupo de trabalho da Residência Tecnológica criado para incentivar e apoiar os estudantes que desejam continuar a formação acadêmica.

Durante a seleção do CIn-UFPE, foram realizadas atividades de leitura do edital, oficina de escrita de projetos e orientação para submissão, revisão de projetos de estudantes e até uma visita ao CIn-UFPE.

Foi com o apoio desses encontros e ações que Matheus Marques, formado em ADS pela Uninassau, e Raissa Pereira, formada em ADS pela Faculdade Senac, tiveram as orientações necessárias para a aprovação.

Prestes a iniciar o mestrado em Engenharia de Software e Linguagens de Programação, Matheus conta que o Trilha Pós foi um norte para ele durante o período de seleção.

“Não é exagero dizer que todas as ações feitas pelo Trilha Pós pavimentaram os meus passos. A iniciativa não só me mostrou exatamente o que eu precisava fazer como também me ajudou com tudo: discutir a escolha do tema, construção do meu projeto e correção de texto também”, explica.

“Inclusive, foi através do Trilha Pós que visitei o CIn, conheci meu orientador e pude ter mais segurança para desmistificar e participar desse processo”, emendou.

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Já para Raissa Pereira, que acabou de concluir a graduação pela Faculdade Senac, o apoio do Trilha Pós aconteceu desde o início, com a leitura do edital e a organização da documentação, até a escrita do pré-projeto.

“Durante o processo, eu me sentia muito perdida e sem orientação, já que era a primeira vez que participava de um processo seletivo de mestrado. O Trilha Pós surgiu como um guia no caminho em que eu estava perdida, principalmente durante o processo de escrita do pré-projeto. As oficinas e as mentorias fizeram muita diferença para a minha submissão da inscrição.”

A aprovação dos primeiros mentorados do Trilha Pós no processo seletivo de mestrado representa a realização de um anseio antigo para o Eixo de Educação, de acordo com Bárbara Rodrigues, supervisora dos Programas de Educação do Porto Digital e líder do grupo de trabalho.

“Ver nossos estudantes seguindo uma formação continuada de qualidade e buscando se desenvolver continuamente, tanto como profissionais como também como pessoas, é muito satisfatório”, diz.

A chegada dos cinco egressos ao CIn-UFPE mostra que os caminhos construídos durante a graduação podem se desdobrar em novas possibilidades acadêmicas e profissionais. Para eles, a aprovação representa o início de uma nova etapa, levando para a pós-graduação os conhecimentos, experiências e conexões construídas ao longo da jornada no Embarque Digital, na Residência Tecnológica e no ecossistema do Porto Digital.

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