Adaptada de treinamento interno do Banco do Brasil, atividade da Academia co.necta Dev utilizou jogos de RPG para simular dilemas reais enfrentados por equipes de desenvolvimento de software

O que acontece quando uma aula sobre tecnologia abandona os computadores e vira uma aventura de RPG? Para mais de 40 estudantes da Residência Tecnológica do Porto Digital, a resposta veio em forma de desafios, estratégias e muita interação durante a Academia co.nectaDev, realizada na última semana, no Porto Digital.
Promovida pelo Banco do Brasil, a atividade apresentou os conceitos de Developer Experience (DevEx) e Developer Relations (DevRel), áreas focadas, respectivamente, na melhoria do dia a dia de trabalho dos programadores e no fortalecimento da relação entre profissionais, empresas e comunidades de tecnologia.
A dinâmica foi conduzida por Amanda Fantuzze e Marina Tolosa, assessoras de TI do Banco do Brasil, com a participação de Letícia Leonardo (DevRel na Minsait) e Natalie Chaves (UX/UI Designer em DevEx na CAST).
Adaptada de um treinamento interno do Banco do Brasil, a atividade utilizou jogos de RPG para simular dilemas reais enfrentados por equipes de desenvolvimento de software. “Trouxemos conceitos fundamentais dessas áreas (DevEx e DevRel) e fizemos a abordagem dessa temática em RPG porque queríamos que fosse um workshop superdivertido, mas sem abrir mão do conteúdo”, explicou Amanda Fantuzze.
Durante os desafios, os grupos precisavam tomar decisões rápidas para resolver gargalos de produção e melhorar a comunicação entre as equipes, simulações que geraram debates intensos entre os alunos.
“Foi muito enriquecedor ver os estudantes trazendo suas experiências práticas para a dinâmica. O nosso objetivo era exatamente esse: dialogar sobre como tornar o dia a dia do desenvolvedor mais produtivo e fluido”, complementou.
Tecnologia sem telas

Além de métricas e conceitos práticos de cada área, os participantes enfrentaram situações reais do cotidiano de tecnologia. A proposta de aprender tudo isso longe dos computadores surpreendeu quem estava lá.
Miguel Rodrigues, estudante do 2º período de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade Católica Imaculada Conceição do Recife (FICR), conta que o formato fugiu totalmente do padrão dos eventos do ecossistema que ele está acostumado.
“Geralmente, quando participo das atividades da Residência e de eventos do Porto Digital, sempre uso o computador. Desta vez, avisaram logo de cara que as máquinas não seriam utilizadas. Foi uma forma diferente, mas extremamente interativa e lúdica”, relata o residente.
Ainda de acordo com Miguel, a imersão ajudou também a expandir a visão sobre os caminhos de carreira no mercado de inovação. “É fundamental entender que a área de TI não se resume a ficar sentado na frente de uma tela programando. Você pode explorar áreas estratégicas como DevEx ou DevRel”, acrescentou.

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