Encontro com Aline Sordili reuniu profissionais para discutir os impactos da inteligência artificial na construção da presença digital das organizações

A relação entre inteligência artificial, comunicação e reputação esteve no centro do encontro “Além do clique: Como as marcas constroem autoridade na era da IA?”, realizado nesta quarta-feira (2), no auditório do NERD (Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital), no Porto Digital. A conversa foi conduzida pela jornalista, executiva de transformação digital e colunista de inteligência artificial do UOL, Aline Sordili.
Promovido pela Dupla Comunicação, o evento marcou as celebrações pelos 18 anos da agência, que, neste ano, embarcou no Porto Digital. No encontro, profissionais de comunicação, jornalistas e representantes de empresas acompanharam uma discussão sobre as transformações provocadas pela popularização da inteligência artificial generativa e seus impactos na presença das organizações no ambiente digital.
Ao longo da conversa, Aline Sordili abordou temas como relações públicas, produção de conteúdo, autoridade, reputação e os novos critérios utilizados pelo público para identificar informações confiáveis em meio ao avanço das ferramentas de inteligência artificial.
“As empresas têm que usar o que elas têm de melhor, que é a sua história: contar essa história de uma forma clara, profunda, transparente, com detalhes, riqueza de dados, fontes, referências, um contexto histórico bem elaborado, profundo e detalhado. A inteligência artificial adora isso”, afirmou Aline, em depoimento ao Jornal Digital.
Confiança como ativo para as marcas
A discussão também dialogou com dados recentes sobre a importância da confiança e da reputação na relação entre empresas e seus públicos. O Relatório Especial do Barômetro de Confiança da Edelman de 2026 aponta que 88% dos entrevistados consideram a confiança na marca um critério importante ou decisivo para suas decisões de compra.
Outro levantamento, realizado pela Ponto MAP em parceria com a V-Tracker e a Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), mostra que 63% das pessoas consideram a reputação muito importante, enquanto 41% afirmam que ela é sempre a primeira referência para formar opinião sobre empresas e instituições.
Nesse cenário, o avanço da inteligência artificial amplia as possibilidades de produção, análise e relacionamento, mas também aumenta a responsabilidade das organizações sobre aquilo que comunicam. Para as marcas, o desafio passa por utilizar as novas ferramentas sem perder de vista a dimensão humana da comunicação e a construção contínua de confiança com seus públicos.
“As agências entram na estruturação da estratégia e até mesmo para ajudar a construir essa narrativa das histórias, porque a mesma história tem que ser contada da mesma forma em múltiplos canais: seja no site oficial, nas redes sociais ou nos veículos de imprensa. Em todo lugar, é muito importante que a empresa tenha a mesma história contada com os mesmos dados e os mesmos números”, completou Aline Sordili.
Para Michele Cruz, sócia-fundadora da Dupla Comunicação, a incorporação da inteligência artificial à rotina das empresas deve estar associada à análise das necessidades de cada projeto.
“As transformações provocadas pela tecnologia são desafiadoras, mas também necessárias para ampliar as possibilidades de serviços e produtos. Na Dupla, entendemos que incorporar novos instrumentos diz respeito, principalmente, a avaliar como eles podem contribuir para cada projeto. Por isso, investimos em treinamento, análise de cenários e pesquisa de novas práticas para que a inteligência artificial esteja a serviço de uma comunicação mais criativa, relevante e alinhada às necessidades atuais das empresas e da sociedade”, destaca Michele.

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