Evento “Build, Protect, Scale” reuniu especialistas para discutir temas como registro de marcas, softwares e patentes, além de orientar empreendedores sobre como transformar ideias em ativos valiosos e escaláveis

Transformar uma ideia inovadora em um negócio sustentável vai além de desenvolver uma boa solução: exige também proteção jurídica e estratégias capazes de garantir crescimento com segurança.
Com foco na importância da Propriedade Intelectual para startups e negócios inovadores, o evento “Build, Protect, Scale” foi realizado no auditório do Porto Digital, no Recife, nesta segunda-feira (25), reunindo especialistas para discutir temas como registro de marcas, softwares e patentes, além de orientar empreendedores sobre como transformar ideias em ativos valiosos e escaláveis.
Participaram do encontro Daniella de Pádua, advogada e pesquisadora do CETENE; Rodrigo Colares, sócio do Colares Advogados; Eduardo Bemfica, superintendente regional Nordeste do INPI; e Jaime Alheiros, CEO da Ikone Global. A mediação ficou a cargo de Anderson Vasconcelos, gestor de Inovação Aberta do Porto Digital.

Eduardo Bemfica destacou que muitos empreendedores ainda não possuem o hábito de realizar processos de registro e reforçou que o acesso a esse procedimento é mais simples do que parece. “O processo é totalmente feito pela internet, com peticionamentos eletrônicos para gerar a guia de recolhimento referente ao serviço. Além disso, os registros possuem descontos para microempresas e empresas de pequeno porte”, explicou.
Para Daniella de Pádua, a proteção de ativos intelectuais impacta diretamente o valor de mercado das empresas. Segundo ela, negócios de base tecnológica possuem patrimônios intangíveis que podem ganhar ainda mais relevância a partir desse cuidado. “As empresas de base tecnológica possuem ativos intelectuais intangíveis de diferentes tipos, e conseguimos ampliar esse valor agregado por meio da proteção. Quando existe esse registro, a transferência tecnológica e a comercialização se tornam mais simples. Você conversa com o investidor de forma muito mais segura e com muito mais valor agregado”, afirmou.
Rodrigo Colares ressaltou que a construção da estratégia de propriedade intelectual deve começar desde os primeiros passos de uma startup. “Não se trata apenas do registro em si, mas também de instrumentos como contratos relacionados à propriedade intelectual. Desde o início, isso se torna um elemento importante. Eventos como este ampliam o acesso ao conhecimento e às práticas mais relevantes do mercado em torno daquele que costuma ser o principal ativo dessas empresas”, comentou.

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