Programação também discutiu como a inteligência artificial redefine processos, funções e relações de trabalho nas organizações

Fellipe Sabat durante Trilha de Negócios no Rolê REC’n’Play 2026, em Caruaru (Crédito: PC Pereira/Porto Digital)

Startups que integram o Porto Digital Caruaru – Armazém da Criatividade, no Agreste de Pernambuco, passam a fazer parte oficialmente da rede de empresas embarcadas no Porto Digital, no Recife. A formalização ocorreu durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play, na manhã desta sexta-feira (14), durante a Trilha de Negócios.

O termo “embarcadas” se refere à associação das empresas ao Porto Digital e representa uma nova etapa de integração ao ecossistema de inovação. A iniciativa busca ampliar a relevância, a autoridade e a presença de mercado das startups, muitas delas com atuação no modelo B2B, em que outras empresas são os clientes finais.

“Agora temos oficializada uma estrutura de relacionamento com as embarcadas. Vamos dar início a todo o processo de embarque dessas empresas que fazem parte do ecossistema”, afirma Fellipe Sabat, superintendente de Negócios e Produtos do Porto Digital.

Encontro da Trilha de Negócios no Rolê REC’n’Play 2026, em Caruaru (Crédito: PC Pereira/Porto Digital)

Durante a programação, as empresas também conheceram o NERD, nova plataforma de negócios do Porto Digital que conecta startups, empreendedores e mercado, facilitando o acesso ao ecossistema de inovação e a construção de soluções para desafios complexos.

“Vamos centralizar tudo na plataforma de negócios e criar trilhas para ajudar as empresas a crescerem. Nosso foco é estruturar cada embarcada para enfrentar os desafios de vendas e marketing, ampliando o ambiente de negócios”, explica Sabat.

O NERD funciona em um edifício histórico de mais de 2.500 m² no Bairro do Recife, totalmente restaurado para abrigar uma nova frente de conexão entre empresas, talentos e oportunidades de negócios.

Reorganizando as funções da empresa com a presença da IA

Rafael Soares, CEO da Colmeia, na roda de conversa “O novo organograma com IA” (Crédito: PC Pereira/Porto Digital)

As transformações provocadas pela inteligência artificial no ambiente corporativo também estiveram no centro da roda de conversa “O novo organograma com IA”, mediada por Fellipe Sabat. O painel reuniu Rafael Soares, CEO da Colmeia e presidente da Tapioca Valley; Pâmela Rita, gerente de inovação da Lumus Academy; e Ana Tomazelli, especialista em carreiras e bem-estar corporativo.

A reorganização das funções e a automação de rotinas refletem uma transformação na estrutura hierárquica e operacional das organizações. Nesse cenário, a IA deixa de ocupar apenas um papel de suporte técnico e passa a assumir funções que antes dependiam exclusivamente da atuação humana.

“A IA nos mostra que devemos investir nosso tempo em atividades estratégicas, que exijam pensamento crítico e inovação, em vez de tarefas repetitivas. A meta não é a demissão em massa para cortar custos, mas a liberação do tempo dos colaboradores para que possam inovar, destravar processos e criar soluções de impacto”, afirma Ana Tomazelli.

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Segundo a especialista, o desafio também passa por desenvolver uma visão mais ampla de negócios e estimular a criatividade, para além do domínio das ferramentas tecnológicas.

“Plataformas de IA já entregam relatórios completos com métricas de vendas e marketing. Se os dados já estão acessíveis ao gestor, o papel do profissional muda: o diferencial competitivo da era digital não está no domínio da tecnologia por si só, mas na capacidade humana de transformar automação em inteligência estratégica”, conclui.

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