Conexão REC'n'Play debate prevenção de golpes virtuais para o público 60+ (Foto: PC Pereira/Porto Digital)
Evento no Porto Digital debate prevenção de golpes virtuais para o público 60+ (Foto: PC Pereira/Porto Digital)

O avanço da tecnologia trouxe facilidades para o cotidiano, mas também abriu espaço para a sofisticação de crimes no ambiente digital. Com o aumento de fraudes envolvendo o PIX, clonagem de WhatsApp e o uso de Inteligência Artificial para refinar abordagens, a preocupação com a segurança online cresceu significativamente. Diante deste cenário, o Porto Digital promoveu Conexão REC’n’Play – Workshop Prevenção de Golpes: como se proteger no mundo digital, um encontro focado na conscientização e educação digital da população acima dos 60 anos.

O evento funcionou como uma prévia do festival gratuito REC’n’Play, que ocorrerá entre 11 e 14 de novembro de 2026, no Bairro do Recife. O workshop teve a liderança de Bárbara Rodrigues, supervisora do eixo de Educação do Porto Digital.

Como identificar as fraudes na internet?

Durante a atividade prática, os participantes analisaram casos reais e aprenderam a mapear os elementos mais comuns utilizados por criminosos. A principal armadilha dos golpes virtuais reside na manipulação psicológica, técnica conhecida como engenharia social. Os golpistas estruturam mensagens falsas simulando comunicações de bancos, da Receita Federal ou de familiares em situação de emergência.

Os principais gatilhos emocionais dos golpistas

Para desativar a racionalidade das vítimas e forçar uma tomada de decisão rápida, os criminosos utilizam quatro gatilhos recorrentes:

  • Urgência: mensagens que exigem transferências imediatas ou pagamentos de boletos antes de um prazo curto.
  • Medo: alertas falsos afirmando que a conta bancária foi bloqueada ou que há um processo judicial pendente.
  • Ganância: promessas de prêmios mirabolantes, sorteios falsos ou descontos abusivos em produtos caros.
  • Afeto: criminosos que se passam por filhos ou netos usando números novos no WhatsApp para pedir dinheiro.

Boas práticas de proteção digital no dia a dia

A autonomia dos usuários na internet depende diretamente da desconfiança saudável. Bárbara Rodrigues ressaltou que as pessoas não devem ter vergonha de buscar ajuda ou de perguntar quando encontrarem algo suspeito. “Se o milagre for grande, desconfie”, alertou a especialista durante o encontro.

Outra boa prática recomendada é a verificação minuciosa dos links de e-commerces, pois os criminosos costumam clonar páginas famosas alterando apenas letras imperceptíveis na URL. Plataformas intermediadoras possuem camadas de segurança, mas o usuário deve evitar migrar a conversa para fora dos aplicativos oficiais. Caso uma fraude ocorra, o consumidor pode acionar o Procon.

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.